6 de ago. de 2014

O RH e seus pecados


A tirinha acima representa bem o processo de recrutamento e seleção em Vitória-ES. Cansei de receber a mensagem "você não se encaixa...", isso quando recebia retorno, porque na maioria das vezes sequer tinha retorno das empresas.

Outra situação lamentável foi quando contratei o serviço de headhunter e ele sempre me avisava quando enviava meu currículo para alguma empresa (o serviço dele se restringia apenas a isso...). Em quatro meses ele enviou apenas 3 currículos! E, para uma das empresas que ele enviou, eu também enviei. Minha surpresa foi, no momento da entrevista nesta tal empresa, saber que a pessoa não tinha recebido e-mail algum do headhunter, apenas o meu. E, quando fui contratada por essa empresa, o headhunter ainda quis cobrar pelo serviço que ele tinha feito (?). Ainda hoje me pergunto se as empresas para as quais o headhunter disse que enviou meu currículo o receberam, de fato. Nunca tive retorno dessas empresas e muito menos do headhunter. 

Esse é um pequeno cenário do mercado de RH em Vitória. Sem inovação, sem surpresas. Apenas encaixando pessoas nas formas que já existem. E não o contrário. 

Que mudem as pessoas, não as empresas. E assim vai...


30 de jul. de 2014

14 estatísticas sobre o mercado de e-learning em 2014

Estatísticas e estudos apontam que o mercado de e-learning continua crescendo a passos largos em todo o mundo, inclusive no Brasil. A tendência de crescimento na adoção de soluções tecnológicas para suportar iniciativas para o desenvolvimento de pessoas pode ser percebida por meio de pesquisas que a evidenciam.

O infográfico abaixo apresenta 14 estatísticas que reforçam esta tendência em todo o mundo. Trata-se de um resumo que reúne constatações obtidas em diferentes pesquisas. Clique sobre a imagem para ampliar.



28 de jul. de 2014

Matrículas em cursos a distância crescem 50% em um ano

Reportagem do Jornal Hoje, da Rede Globo, veiculada nesta segunda-feira (28/07), revela o crescimento de matrículas em cursos a distância no Brasil. Pelos dados do Censo de 2012, já são quase seis milhões de estudantes nesse tipo de curso. Em um ano, houve um aumento de mais de 50% nas matrículas. 

De acordo com uma pesquisa sobre educação a distância, que ouviu mais de duas mil pessoas em 143 municípios, 79% aprovaram o ensino como solução para levar educação a mais pessoas. Seis por cento fizeram um curso à distância e desses, 17% já tinham uma faculdade. A flexibilidade de horário e o preço mais em conta foram os principais motivos para a escolha do curso. 

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Ensino a Distância mostra que os cursos mais procurados são os de pós-graduação (53%), seguido dos de nível médio profissionalizante (32%) e os de graduação (26%). Já as áreas mais buscadas são ciências sociais e educação. As mulheres são maioria nos cursos à distância (51%), metade dos estudantes tem entre 18 e 30 anos e 85% dizem conciliar o estudo com o trabalho.

A reportagem na íntegra pode ser conferida no link: http://glo.bo/1pm9phB. Destaque especial para o vídeo com os comentários de  Carlos Longo, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância.

24 de jul. de 2014

Doutores de perto, calouros de longe

No post anterior comentei sobre o nível de conhecimento e educação dos alunos que ingressam nas faculdades. Hoje, acho pertinente comentar sobre os professores que assumiram o desafio de lecionar a distância. Boa parte com titulação de doutorado e anos de experiência em sala de aula, frente a frente com alunos. Toda essa experiência parece não fazer sentido quando a modalidade é a distância. Como ouvi de uma professora uma vez: "sinto-me uma secretária respondendo e-mails de alunos". 

Após esse primeiro semestre de implementação da modalidade EAD na faculdade, ficam os "traumas" do processo de mudança de cultura, os quais, quem é do RH, conhece bem. Agora, o estágio é aquele em que ou vamos em frente, rompendo as barreiras e dificuldades, ou pulamos fora. 

Ficam os desafios:

  • Como exercer o processo de ensino-aprendizagem de forma efetiva na modalidade a distância?
  • Como fazer o aluno interagir, participar, ser mais proativo no processo de ensino-aprendizagem?
  • Como o professor constrói uma relação mais próxima com o aluno, mesmo sendo a distância?
  • Como desconstruir a imagem do professor que só avalia (ou pune) os alunos, sem se "importar" com eles?
Ficam as certezas:
  • Professor de EAD precisa ser organizado e disciplinado. 
  • Dar aula a distância não é, definitivamente, a mesma coisa que dar aula presencial.
  • Para ser professor de EAD é preciso querer e gostar disso.
  • A tecnologia nem sempre é a nosso favor.
  • Toda a instituição precisa estar envolvida no projeto.
E fica, também, minha opinião: o mundo acadêmico precisa inovar, romper as tradições de aulas expositivas (e cansativas), deixar de preparar o aluno apenas para fazer um trabalho de conclusão de curso livre de plágios e prepará-lo, de fato, para o mercado de trabalho. Isso pode ser feito também na modalidade a distância. Aliás, esse já um caminho para inovação. Só precisa investir e acreditar mais nisso. 

22 de jul. de 2014

Todos os santos do RH, rogai por essa geração!

Em fevereiro deste ano aceitei o desafio de trabalhar como analista de tecnologia educacional em uma faculdade de Vitória (ES). Na prática, isso envolve a gestão do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), onde está todo o conteúdo das disciplinas semipresenciais da instituição de ensino superior. Lido com os dois lados do processo de ensino-aprendizagem: professores e alunos. Quando comecei, achei que seria tranquilo. Afinal, implementei e geri, durante quatro anos, um programa de capacitação a distância de uma empresa de Engenharia de São Paulo. E mais: trabalhar com Ensino a Distância (EAD) é algo que gosto e admiro, pois vejo aí um dos caminhos para uma educação mais eficiente. 

Mas, a experiência tem sido bastante diferente da anterior. O que mais me chama a atenção, agora, é o nível de conhecimento e educação dos alunos que ingressam nas faculdades hoje em dia: baixíssimo! Outro dia estava bem atarefada, conferindo o lançamento das notas dos alunos e quando fui olhar a caixa de e-mails de suporte técnico tinha o de uma aluna "desesperada" para resolver o seu problema. Acho normal e válido um aluno se preocupar com o andamento das atividades da disciplina, especialmente em fim de semestre e período de renovação de matrícula. Entendo que essa geração é tomada pela ansiedade do "tudo ao mesmo tempo agora". Mas, o maior mal dessa geração, acredito, é a falta de educação e o egoísmo. Essa tal aluna "desesperada" mandou uns quatro e-mail, um atrás do outro, num tom de "favor ver isso", "favor consertar isso", até que o último estava todo em caixa alta e mostrando-se indignada porque o problema dela não foi resolvido no tempo dela. E só porque o mundo não girou em torno dela, achou-se no direito de faltar com o respeito, se é que essa aluna sabe o que quer dizer isso. 

Confesso que passei um tempo assimilando aquela atitude. Fui conferir suas notas e ela tinha reprovada em três das cinco disciplinas do período. Em minha resposta ao problema dela fiz questão de colocar limites e destacar as faltas de respeito e de educação e a atitude egocêntrica da aluna. Mas, para minha surpresa, a aluna respondeu mais mal criadamente ainda!  Em resumo ela diz que "paga" para eu servi-la no tempo dela e do jeito dela. E nem vou mencionar os erros de português desses e-mails, pois aí ficaria mais constrangida ainda! O que me assusta é saber que essa aluna, cursando Fisioterapia, estará no mercado de trabalho daqui há alguns anos. 

Meu Deus, Minha Nossa Senhora da Santa Gramática, Minha Nossa Senhora da Boa Educação... Enfim, todos os santos do RH, rogai por essa geração!